Teve início neste sábado (18), em São Paulo, o 6º Congresso Nacional da CSP-Conlutas, central sindical e popular que reúne entidades de diversas categorias em todo o país. Realizado no Clube Guapira até o dia 21 de abril, o encontro acontece no marco dos 20 anos da organização e se consolida como seu principal espaço de deliberação política.
O congresso reúne mais de mil delegados e delegadas de diferentes regiões do Brasil, além de convidados de organizações sociais, sindicais e políticas. Entre as delegações presentes está a do Sindicato dos Bancários do Rio Grande do Norte (SEEB/RN), com 10 representantes, sendo seis delegados e quatro observadores.
Abertura destaca
independência de classe e mobilização
A mesa de abertura contou com saudações de representantes de
movimentos sociais, centrais sindicais e partidos políticos, além de lideranças
nacionais e internacionais. As intervenções reforçaram a importância da
independência de classe da CSP-Conlutas, a necessidade de enfrentamento aos
governos e patrões e o papel da mobilização diante da precarização do trabalho
e dos ataques aos direitos.
Na sequência, os participantes aprovaram o regimento do congresso após debate em plenário. Também foi instituída a Comissão de Opressões, responsável por acolher e encaminhar denúncias de machismo, racismo, LGBTfobia e xenofobia. A iniciativa integra a política permanente da central de combate às opressões.
Conjuntura, teses e
lutas sociais em debate
O primeiro dia foi marcado ainda pela apresentação das
contribuições globais das teses elaboradas por organizações que compõem a
central. Os debates abordaram a conjuntura nacional e internacional, com
destaque para críticas aos do governo Lula, além da preparação das lutas contra
o avanço da extrema direita.
Temas como a defesa do meio ambiente, dos povos originários, dos trabalhadores do campo e da luta por moradia também tiveram espaço central, com a realização de um ato político no plenário.
Outro eixo importante foi o debate sobre as guerras no mundo, a crise econômica e o aumento da exploração capitalista. O congresso conta com a presença de 36 representantes internacionais de 19 países, incluindo Estados Unidos, Alemanha, Venezuela, Palestina e Botsuana, que destacaram a importância da solidariedade entre os trabalhadores.
O primeiro dia do congresso foi encerrado com o painel “A luta da classe trabalhadora contra o imperialismo no mundo e a solidariedade entre os povos”.
Delegação bancária
destaca organização e resistência
Dirigentes do SEEB/RN ressaltaram a importância do congresso
para a organização da classe trabalhadora.
“Estamos aqui em um congresso de quatro dias, muita luta e muita organização para armar a classe trabalhadora do Brasil inteiro para enfrentar a grande crise que nós vivemos hoje”, afirmou Marcos Tinoco.
Hilda Azevedo destacou o debate sobre opressões. “Estamos discutindo temas que interessam diretamente à classe trabalhadora, como as violências do machismo, do racismo e da LGBTfobia, para que os trabalhadores possam organizar a resistência e sair às ruas”.
Já Chiquito Neto enfatizou a necessidade de unidade e mobilização. “É de extrema importância o sindicato estar sempre presente nessas lutas da central, para organizar a classe trabalhadora e lutar por nossos direitos, como o fim da escala 6x1. Se o inimigo se organiza, a gente se organiza também”.
Espaço de definição
política
O Congresso da CSP-Conlutas é considerado o principal espaço
de definição das estratégias da central, reunindo representantes eleitos nas
bases para debater e deliberar sobre as lutas e prioridades do próximo período.
Ao longo dos quatro dias de atividades, a expectativa é de aprofundamento dos debates e aprovação de resoluções que orientem a atuação da central frente aos desafios políticos, econômicos e sociais do país e do mundo.
