Proposta prevê cobrança adicional de 32% na contribuição mensal dos associados durante 18 meses. Sindicato dos Bancários do RN critica acordo e defende o voto contrário.
O Banco do Brasil, a Contraf-CUT, a Contec e seus apoiadores querem transferir parte do déficit da Cassi para os bancários. Em reunião realizada na última quinta-feira (29/10), as entidades discutiram uma proposta para cobrir o rombo estimado em R$ 2,2 bilhões no plano de saúde para 2026 e 2027.
Pelo acordo apresentado, o BB faria um aporte de R$ 1,373 bilhão, enquanto os funcionários teriam que desembolsar outros R$ 915 milhões, divididos em 18 parcelas. Na prática, isso representa uma cobrança adicional de aproximadamente 32% sobre a contribuição mensal ordinária. Um bancário que paga R$ 1 mil à Cassi, por exemplo, passaria a desembolsar R$ 1.320 por mês durante esse período.
Para o Sindicato dos Bancários do RN, a proposta é inaceitável. "Na campanha salarial, o reajuste do Banco do Brasil aos trabalhadores foi de apenas 4,6% e o BB sequer colocou em discussão esse problema. Agora, pretende impor um aumento de 32% na contribuição do plano de saúde.", critica Juvêncio Hemetério, do SEEB/RN.
Além da postura do banco, causa ainda mais indignação o fato de a Contraf-CUT, a Contec e seus apoiadores defenderem uma proposta que transfere aos funcionários parte expressiva do déficit. Os trabalhadores não podem ser responsabilizados por um problema cuja solução é obrigação do patrocinador do plano. O SEEB/RN defende o fim do teto para o BB e o retorno à antiga forma de custeio da Cassi, na qual o banco arcava com 70% e os bancários com 30%.
A assinatura de um Memorando de Entendimentos entre o BB, a Contraf-CUT e a Contec está prevista para 5 de novembro. A consulta aos associados da Cassi deverá ocorrer entre os dias 18 e 25 de novembro.
"O Sindicato dos Bancários do RN é contrário a essa proposta e orienta os trabalhadores a rejeitarem o acordo. Os bancários não podem pagar essa conta.", afirma Juvêncio.
