Campanha Salarial: Contraf-CUT e Fenaban enrolam negociação para impedir greve bancária

A campanha salarial dos bancários chega à reta final sem que a Fenaban apresente uma proposta concreta de reajuste. Enquanto a categoria cobra respostas para suas reivindicações, a Contraf-CUT, os banqueiros e o governo Lula mantêm um calendário de negociações arrastado, entre os dias 24 e 28 de agosto, às vésperas do fim da atual Convenção Coletiva de Trabalho (CCT).

Com o fim da ultratividade, o contrato coletivo se encerra em 31 de agosto. Para o SEEB/RN, o calendário imposto para os últimos dias da campanha desarticula e desmobiliza nacionalmente os trabalhadores, já que as principais entidades sindicais do país não convocam assembleias em suas bases, onde seria possível organizar uma grande greve nacional para pressionar os banqueiros e o governo Lula a atenderem às reivindicações da categoria.

Mais uma vez, a Fenaban não apresentou índice de reajuste e segue cozinhando os bancários junto com a Contraf-CUT, enquanto o Governo Lula se esconde por trás da mesa de negociação sem apresentar proposta para os bancos públicos. Ao esticar as negociações até o limite do prazo, os banqueiros e o governo apostam no cansaço e na desmobilização para tentar impor um acordo rebaixado.

“Esticar as negociações sem apresentar uma proposta concreta aumenta a pressão sobre a categoria e dificulta a construção de um acordo que efetivamente atenda às reivindicações dos bancários”, afirma o Alexandre Cândido, coordenador do SEEB/RN.

Para o sindicato, é preciso romper com a lógica da enrolação e fortalecer a mobilização. As oposições bancárias e os sindicatos do Rio Grande do Norte, Maranhão e Bauru seguem defendendo uma campanha independente dos interesses da Contraf-CUT e da Fenaban, com organização pela base e preparação para uma greve nacional que possa emparedar os banqueiros e pressionar o governo.

"A campanha salarial está entrando em seus últimos dias. Não temos tempo a perder. É hora de mobilizar a categoria, organizar a luta e construir uma greve nacional para arrancar as nossas reivindicações dos banqueiros e do governo.", defende Alexandre.