No RN, banco já demitiu 32 bancários em 2026, incluindo um funcionário adoecido, apesar de medida judicial que impedia o desligamento.
O Bradesco lucrou R$ 13,861 bilhões no primeiro semestre de 2026, um crescimento de 16,2% em relação ao mesmo período de 2025. O banco acumula dez trimestres consecutivos de aumento nos lucros, mas continua eliminando postos de trabalho e fechando agências, o que penaliza bancários e clientes.
Em apenas 12 meses, foram extintos 2.448 postos de trabalho e fechadas 324 agências no país. Por trás desses números, estão trabalhadores que perderam seus empregos, bancários submetidos à sobrecarga de trabalho e clientes prejudicados pela redução do atendimento presencial.
No Rio Grande do Norte, a situação também é preocupante. Entre janeiro e outubro de 2026, o Bradesco demitiu 32 trabalhadores, uma média de três demissões por mês.
Demissão de trabalhador adoecido
Um dos casos mais graves ocorreu em 18 de setembro, quando o
banco demitiu um funcionário com 25 anos de serviços prestados, mesmo com uma
medida judicial vigente que impedia seu desligamento. O bancário estava
recebendo benefício por doença relacionada ao trabalho, com validade até 2 de
junho de 2027.
Diante da gravidade da situação, a Justiça já foi acionada para contestar a demissão e buscar a responsabilização do banco pela medida.
Lucro não pode estar acima dos trabalhadores!
Enquanto os lucros bilionários crescem, os empregos
desaparecem e as condições de trabalho pioram. A redução da rede de agências
também prejudica a população, especialmente quem depende do atendimento
presencial para acessar os serviços bancários.
É preciso impedir imediatamente as demissões e o fechamento de agências. Os trabalhadores não podem pagar a conta da busca incessante por lucros, e a população não pode ser privada de um atendimento bancário adequado.
