A Caixa Econômica Federal atingiu lucro líquido de R$ 2,8 bilhões no primeiro semestre deste ano - expansão de 25,2% em comparação ao obtido no mesmo período do ano passado. O desempenho foi atribuído ao resultado das operações de crédito, cujo saldo alcançou R$ 297,6 bilhões em junho, o que corresponde a crescimento de 44,6% em 12 meses.
Esse é o maior lucro da história do Banco, resultado da exploração e adoecimento dos bancários em todo o país. A CAIXA é, hoje, uma das piores empresas para se trabalhar devido à cobrança absurda por metas e o assédio moral. No Rio Grande do Norte, as queixas são muitas dos trabalhadores. \"O que a CAIXA vem fazendo com os trabalhadores do RN e de outros estados é um verdadeiro massacre\", afirmou a coordenador geral do Sindicato e funcionária da CAIXA, Marta Turra.
Segundo ele, a taxa de inadimplência está estável em 2,04%, em comparação a junho do ano passado. De acordo com o balanço, a instituição injetou na economia R$ 226 bilhões, incluindo as contratações de crédito, os repasses de benefícios sociais e investimentos.
A provisão para créditos de liquidação duvidosa subiu para R$ 10,207 bilhões, o que representa um crescimento de 28,16% em relação ao primeiro semestre do ano passado, que foi de R$ 7,964 bilhões.
Mais empregos
Segundo análise do Dieese, o balanço do primeiro semestre aponta um total de 89.035 empregados, o que representa a geração de 4.615 empregos em comparação com o mesmo período de 2011, quando o banco tinha 84.420 trabalhadores, um crescimento de 5,47%.
Os dados revelam também o aumento de 7,93% no número de agências, que totalizaram 2.409 ao final do primeiro semestre, representando a abertura de 177 dependências em relação ao mesmo período do ano passado, quando a empresa somava 2.232.
Fonte: Seeb/RN com informações da Contraf/CUT e Dieese
