O Sindicato dos Bancários do RN realizou, na manhã desta quinta-feira (26), um ato público em frente à agência do Banco do Brasil da Avenida Rio Branco, na Cidade Alta, em Natal. A mobilização denunciou os impactos da reestruturação implementada pela instituição, que tem provocado insegurança e pressão sobre trabalhadores e trabalhadoras.
As mudanças promovidas pelo banco envolvem alterações em cargos, comissionamentos e movimentações internas, afetando diretamente a vida funcional dos empregados. Entre as medidas apontadas está a realocação de funcionários considerados excedentes na capital e ameaças de adoção do mesmo procedimento em cidades do interior do estado.
O sindicato também denunciou que trabalhadores têm sido pressionados a solicitar transferência em um prazo de apenas 48 horas, sob ameaça de remoção compulsória. Somente no último dia 24 de março, três bancários foram transferidos de forma forçada.
Para o coordenador do sindicato, Alexandre Cândido, a prática retoma métodos já utilizados em outros períodos de reestruturação no banco. “Já vimos esse filme nos governos de Fernando Henrique Cardoso e Bolsonaro. Agora, no governo de Lula, a mesma história volta a se repetir”, criticou.
O sindicato destacou que não aceitará redução salarial, coerção, assédio, ameaças veladas, transferências arbitrárias ou qualquer prática que viole os direitos dos trabalhadores. “Não concordamos com o modelo de reestruturação que o Banco do Brasil vem promovendo nos últimos anos, que tem sido marcado por insegurança, pressão psicológica, adoecimento e prejuízos à vida dos empregados.”, denunciou Alexandre.
Durante o ato, o sindicato defendeu que qualquer processo de reorganização no banco público precisa respeitar os direitos dos trabalhadores e garantir transparência, diálogo e condições dignas de trabalho. A mobilização também buscou chamar a atenção da sociedade para os impactos das mudanças não apenas para os funcionários, mas também para a qualidade do atendimento à população.