A mídia burguesa, como Folha de São Paulo e Rede Globo, e políticos de direita, como Nikolas Ferreira e Valdemar Costa Neto, estão em campanha contra o fim da escala 6x1, tentando vender a ideia de que os trabalhadores não trabalham muito. Os dados dizem o contrário.
Levantamento do Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho (Cesit), com base na PNAD Contínua, aponta que cerca de 21 milhões de trabalhadores brasileiros cumprem jornadas superiores às 44 horas semanais, limite atualmente previsto na legislação. Além disso, 76,3% das pessoas ocupadas no país estão trabalhando mais de 40 horas por semana.
De acordo com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), o Brasil ocupa a sétima posição entre os países do G20 com maior média de horas trabalhadas por semana. O país fica atrás apenas de Índia, China, México, África do Sul, Indonésia e Rússia. Por outro lado, diversas economias desenvolvidas apresentam jornadas médias menores. Entre os países com menos horas trabalhadas semanalmente estão, em ordem crescente, Canadá, Austrália, Alemanha, França, Reino Unido, Itália, Japão, Argentina, Estados Unidos e Coreia do Sul.
"O povo brasileiro trabalha muito, ao contrário do que tentam inventar a grande imprensa, os grandes empresários e a extrema direita. Acabar com a escala 6x1, reduzir a jornada de trabalho para 36 horas semanais e estabelecer uma escala 4x3, sem redução de salário, é fundamental para garantir o mínimo de dignidade e de saúde para os trabalhadores e trabalhadoras.", afirma Alexandre Cândido, coordenador do SEEB/RN.
