Mesmo após a aprovação do acordo, o banco condiciona pagamento da PLR à assinatura e mantém bases que permaneceram em greve sem definição
O Banco do Brasil ainda não agendou, até a manhã desta terça-feira (15), a assinatura do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) com os sindicatos do Rio Grande do Norte, Maranhão e Bauru, cujas bases aprovaram a proposta no dia 11 de setembro.
As entidades comunicaram imediatamente ao BB o resultado das assembleias e manifestaram disponibilidade para realizar a assinatura de forma virtual, inclusive no mesmo dia. O formato já havia sido utilizado pela Contraf-CUT para formalizar o acordo.
Diante da ausência de resposta, os sindicatos voltaram a cobrar o banco. O BB informou que está preparando os termos de adesão destinados às bases que aprovaram o acordo no fim da tarde do dia 11. Também comunicou que o pagamento da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), previsto para esta quarta-feira (16), será feito somente aos trabalhadores das bases cujos sindicatos já tenham assinado o ACT.
Tratamento desigual e possível retaliação
Para os sindicatos do RN, Maranhão e Bauru, a postura do Banco do Brasil é
grave e causa estranheza. As entidades avaliam que a demora pode ser uma
tentativa de retaliação contra as bases que mantiveram a mobilização até o fim
da campanha salarial e que denunciam sistematicamente os ataques promovidos
pela direção do banco.
Além dessas entidades, outras bases que permaneceram em greve após as 14h da sexta-feira (11), como Espírito Santo, Bahia, Pará e Ceará, também aguardam uma definição do BB sobre a assinatura dos acordos.
Os sindicatos seguem cobrando do banco uma solução que garanta a PLR ainda nesta quarta-feira. Com o acordo aprovado nacionalmente, o BB tem condições de assegurar tratamento isonômico a todos os trabalhadores, sem penalizar justamente aqueles que permaneceram mobilizados até o encerramento da greve.
Caso a intransigência continue, as entidades podem entrar com ações na Justiça. Os sindicatos também denunciam que o banco não encaminhou qualquer minuta de acordo aditivo para análise e deliberação das assembleias.
O SEEB/RN mantém sua direção e assessoria jurídica mobilizadas e continuará cobrando uma posição definitiva do Banco do Brasil.
