Assembleia realizada nesta terça-feira (1º) aprovou início da paralisação no estado. SEEB/RN defende greve nacional por tempo indeterminado
Os bancários do Rio Grande do Norte rejeitaram nesta terça-feira (1º) a proposta apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), de reposição do INPC acrescida de apenas 0,6% para 2026 e 2027, e confirmaram a greve no estado a partir da próxima terça-feira, 8 de setembro. A decisão foi tomada durante assembleia realizada na sede do Sindicato dos Bancários do RN (SEEB/RN).
Para o Sindicato, a proposta apresentada pelos bancos mantém a política de arrocho salarial e não recupera as perdas acumuladas pela categoria. A proposta defendida pelo SEEB/RN e pela Federação Nacional dos Bancários (FNB) é de 53,58%, sendo 4,11% de reposição integral da inflação, 34,47% de perdas salariais acumuladas desde 1994 e 15% de aumento real com base no crescimento dos ativos dos cinco maiores bancos do país.
A proposta da Fenaban e da Contraf-CUT é ainda mais inaceitável diante dos resultados bilionários do sistema financeiro. Os bancos lucraram R$ 255 bilhões em 2025, enquanto os trabalhadores enfrentam pressão por metas, assédio moral, sobrecarga e redução dos postos de trabalho.
“A Fenaban, a Contraf-CUT e o governo Lula querem impor mais arrocho para os bancários. É um absurdo. Nossa resposta é a greve”, afirma Alexandre Cândido, coordenador do SEEB/RN.
Categoria quer valorização e melhores condições de trabalho
Além da recomposição salarial, a categoria reivindica melhores condições de
trabalho, cumprimento imediato da NR-1 e o enfrentamento de problemas como as
metas abusivas, o assédio moral, e o adoecimento psíquico da categoria
bancária.
Também estão entre as pautas da greve o não fechamento de agências, a redução das taxas e tarifas bancárias, o fim das demissões e a contratação de mais bancários para garantir atendimento adequado à população.
Para o SEEB/RN, não é aceitável que os bancos reduzam postos de trabalho e unidades de atendimento enquanto acumulam lucros recordes e transferem cada vez mais pressão para os trabalhadores.
“Diante de tanto lucro dos bancos, defendemos valorização real da categoria, fim das metas abusivas, fim do assédio moral e melhores condições de trabalho para atender a população”, defende Alexandre Cândido.
SEEB/RN defende greve nacional por tempo indeterminado
O Sindicato dos Bancários do RN também defende que a mobilização avance para
todo o país. A entidade considera fundamental a convocação de assembleias nas
bases sindicais de todo o Brasil e a deflagração de uma greve nacional por
tempo indeterminado.
Outras bases de bancários deverão realizar assembleias nos próximos dias e deliberar sobre a adesão à greve.
Para o SEEB/RN, uma mobilização nacional forte é necessária para pressionar os bancos e o governo a apresentarem uma proposta que garanta ganho real, recuperação das perdas salariais e valorização da categoria, além de enfrentar os problemas que atingem diariamente os trabalhadores e a população que utiliza os serviços bancários.
