A despeito da melhora de alguns indicadores econômicos no início de 2012, os riscos para a atividade global ainda persistem, segundo avaliação divulgada nesta quinta-feira (29) pelo Banco Central, por meio do relatório de inflação do primeiro trimestre deste ano.

Nos Estados Unidos, segundo a autoridade monetária, os fundamentos que dão suporte para o consumo das famílias, mesmo evoluindo favoravelmente desde dezembro, \"permanecem fragilizados\".

\"Na Área do Euro, a economia em contração insere-se em cenário fiscal [dificuldades com relação ao endividamento] crítico, que impõe risco adicional à atividade econômica das demais economias, desenvolvidas e emergentes, seja pelo canal do comércio externo, seja pelos desdobramentos de eventual elevação da aversão ao risco global\", avaliou o BC.

Perspetivas piores para o crescimento

O Banco Central observou que, desde dezembro, pioraram as perspectivas para a economia global. A instituição cita o relatório do Fundo Monetário Internacional (FMI) de janeiro deste ano, que aponta para taxas de crescimento das economias avançadas e emergentes de 1,2% e 5,4%, respectivamente, contra projeções de 1,9% e 6,1% no relatório de setembro do ano passado.



\"A piora nas perspectivas para o crescimento global verificada desde dezembro reflete o fato de os riscos para a estabilidade financeira global terem se mantido em patamares elevados, em particular, os derivados do processo de desalavancagem em curso nos principais blocos


econômicos. Além disso, permaneceram elevadas as chances de que restrições às quais hoje estão expostas diversas economias maduras se prolonguem por um período de tempo maior do que o antecipado\", informou o BC.