A concentração de riqueza nas mãos de bilionários segue crescendo em ritmo acelerado e aprofundando as desigualdades produzidas pelo sistema capitalista. É o que revela o relatório “Resistindo ao Domínio dos Ricos: Defendendo a Liberdade Contra o Poder dos Bilionários”, divulgado pela Oxfam durante o Fórum Econômico Mundial de Davos 2026.
O estudo denuncia que a fortuna coletiva dos bilionários cresceu US$ 2,5 trilhões apenas em 2025, alcançando o recorde de US$ 18,3 trilhões. O avanço foi três vezes superior à média registrada nos últimos cinco anos, revelando que a riqueza mundial continua sendo usurpada por uma minoria, enquanto bilhões de trabalhadores enfrentam pobreza, fome e precarização.
Segundo o relatório, os 12 bilionários mais ricos do planeta concentram mais riqueza do que 4 bilhões de pessoas juntas. Desde 2020, o patrimônio dos bilionários aumentou 81%, ao mesmo tempo em que quase metade da população mundial continua vivendo em situação de pobreza.
A desigualdade extrema também aparece nas condições de vida da classe trabalhadora. Atualmente, uma em cada quatro pessoas no mundo não possui acesso regular à alimentação suficiente. Enquanto isso, o número de bilionários ultrapassou pela primeira vez a marca de 3 mil pessoas.
A pesquisa ainda aponta que os super-ricos ampliam não apenas seu poder econômico, mas também sua influência política. Bilionários têm 4 mil vezes mais chances de ocupar cargos políticos do que cidadãos comuns. Isso demonstra como o poder econômico interfere diretamente nas decisões dos governos e no funcionamento dos países.
Os dados expõem a lógica de um sistema que explora trabalhadores, concentra riqueza e aumenta privilégios para poucos. Mas o avanço dessas desigualdades não acontece por acaso.
“Ele é sustentado pela lógica do capitalismo, pela exploração permanente da classe trabalhadora e pela cumplicidade de governos que favorecem grandes empresários, bancos e bilionários. Por isso é tão urgente acabar com a escala 6x1 e taxar a fortuna dos bilionários como um primeiro passo. Dia 27 de maio estaremos nas ruas pressionando o Congresso e o governo Lula.”, afirma Alexandre Candido, coordenador do Sindicato dos Bancários do RN.
