Bancários do RN elegem delegação para o 6º Congresso Nacional da CSP-Conlutas

O Sindicato dos Bancários do RN realizou, na noite desta quarta-feira (18), uma assembleia geral no auditório da entidade para eleger os delegados e delegadas ao 6º Congresso Nacional da CSP-Conlutas. A atividade contou com ampla participação da categoria, reunindo mais de 140 bancários e bancárias de instituições públicas e privadas, como Banco do Brasil, Caixa Econômica, BNB e bancos privados.

Durante a assembleia, foram apresentadas duas chapas concorrentes. Uma organizada pela diretoria do sindicato e outra pela oposição. Na votação, a chapa da diretoria obteve ampla maioria, com 131 votos, enquanto a oposição recebeu 11 votos.

Com o resultado, a chapa da direção elegeu todos os representantes a que o sindicato tem direito no congresso. Serão seis delegados e quatro observadores. Para a direção do SEEB/RN, a forte presença da categoria demonstra a importância do congresso, que vai debater e preparar os rumos das lutas dos trabalhadores no próximo período.

O 6º Congresso Nacional da CSP-Conlutas ocorre em um contexto de importantes campanhas salariais, como as dos bancários, petroleiros, trabalhadores dos Correios e metalúrgicos, além das disputas políticas em nível nacional. “A expectativa é que o encontro fortaleça a unidade da classe e a organização das lutas para enfrentar o governo de conciliação do PT e a extrema direita bolsonarista.”, avalia Eduardo Xavier, diretor do sindicato.

6º Congresso da CSP-Conlutas
O 6º Congresso Nacional da CSP-Conlutas será realizado entre os dias 18 e 21 de abril de 2026, no Clube Guapira, em São Paulo. O encontro reunirá delegações de trabalhadores e trabalhadoras de todo o país para debater a conjuntura política e econômica, definir estratégias de luta e fortalecer a construção de uma central sindical independente, democrática e combativa.

Entre os principais temas em debate estarão a conjuntura internacional, com destaque para as situações da Palestina, Ucrânia e Venezuela, e as disputas imperialistas na atual reorganização da ordem mundial. No plano nacional, o encontro discutirá a precarização do trabalho, os ataques aos direitos sociais, a luta pelo fim da escala 6×1 e a necessidade de fortalecer a organização independente da classe trabalhadora.