A mais recente reestruturação anunciada pelo Banco do Brasil volta a acender o alerta entre os bancários e bancárias. Em reunião realizada com a Superintendência Estadual RN/PB, no dia 27 de janeiro, o Banco apresentou ao Sindicato dos Bancários do Rio Grande do Norte informações sobre as mudanças em curso, que envolvem cargos, comissionamentos e movimentações internas. Embora o Banco afirme que o processo será “menos traumático” do que os anteriores devido ao aumento de vagas comissionadas, a experiência recente da categoria impõe cautela, acompanhamento rigoroso e cobrança permanente.
Segundo o que foi apresentado, a reestruturação prevê a criação de novas vagas e a realocação de trabalhadores no próprio município, inclusive nos casos de descomissionamento. O banco garantiu que não haverá perda salarial em movimentações laterais e que as chamadas “travas” de comissionamento serão retiradas, permitindo maior mobilidade e possibilidade de ascensão funcional. Também foi informado que, em caso de excedentes de comissionados, haverá prazo para que o trabalhador seja alocado em outra vaga disponível no mesmo Município.
No caso da situação dos excedentes de Escriturários hoje chamados de “Agentes Comerciais” a situação não está resolvida. Tivemos a informação posterior a esta reunião de que após as quatro rodadas do SACR os Gestores de Agências poderão autorizar a movimentação do excedente, isto é, que estes gestores é quem escolheriam quem seria movimentado. Com esta imposição nós não concordamos. O Sindicato deixa claro que não aceitará redução salarial, coerção, assédio, ameaças veladas, transferências arbitrárias ou qualquer prática que viole a voluntariedade dos empregados.
Do ponto de vista formal, apesar das garantias anunciadas soarem positivas, o Sindicato dos Bancários do RN tem posição política clara: não concordamos com o modelo de reestruturações que o Banco do Brasil vem promovendo nos últimos anos. Todas elas foram marcadas por insegurança, pressão psicológica, adoecimento e prejuízos à vida funcional dos trabalhadores. Promessas de transparência e cuidado já foram feitas antes e, muitas vezes, não foram cumpridas na prática.
Por isso, o sindicato reafirma que estará atento a cada etapa desse processo. Vamos acompanhar de perto as nomeações, os descomissionamentos e as movimentações na nossa base, cobrando que as garantias anunciadas sejam efetivamente respeitadas. Mesmo sem ingerência direta sobre as decisões do banco, é papel do sindicato vigiar, denunciar distorções e intervir sempre que houver ameaça de prejuízo aos direitos dos bancários e bancárias.
Reestruturações não podem ser sinônimo de instabilidade permanente. O Banco do Brasil tem responsabilidade social e não pode tratar seus trabalhadores como peças descartáveis. O SEEB-RN seguirá firme na defesa da categoria, exigindo respeito, transparência e nenhuma perda de direitos. O discurso só terá valor se vier acompanhado de práticas concretas. E é isso que vamos cobrar.
