Trump ataca a soberania do Brasil com tarifa de 50% — Bancários devem se somar à luta contra o imper

O recente anúncio de Donald Trump, presidência dos Estados Unidos, de que pretende impor uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros, é um ataque direto à soberania nacional. Essa ameaça, com tom de retaliação política, vai muito além de uma disputa comercial: ela escancara o projeto imperialista norte-americano de submissão econômica e política do Brasil aos interesses do capital internacional.

Sob o falso argumento de “proteger a indústria americana”, Trump tenta aplicar sanções econômicas como instrumento de chantagem. E o mais escandaloso: justifica a medida alegando que o ex-presidente Jair Bolsonaro está sendo perseguido no Brasil. Ou seja, a tarifa de 50% seria uma espécie de punição ao país por ousar responsabilizar um golpista por seus crimes. Trata-se de uma tentativa de interferência direta no processo político brasileiro e de proteção internacional ao aliado que liderou uma tentativa de golpe de Estado no dia 8 de janeiro de 2023.

Enquanto Bolsonaro continua livre, o imperialismo pressiona o Brasil para garantir sua impunidade. É um escárnio! E é também um alerta: o imperialismo e a extrema direita agem juntos, e seus ataques recaem, sobretudo, sobre a classe trabalhadora.

Pode parecer um conflito distante da realidade dos bancos, mas não é. A lógica de submissão ao capital estrangeiro, reforçada por ameaças como a de Trump, impacta diretamente a política econômica brasileira. Os reflexos aparecem nos planos de privatização, no arrocho salarial, nas metas abusivas, nas reestruturações que visam lucro máximo e na precarização do trabalho bancário.

O SEEB-RN diz: basta de submissão! Prisão para os golpistas!

O SEEB-RN se soma à denúncia feita pela CSP-Conlutas e por diversos setores da esquerda combativa, exigindo:

• A revogação imediata de qualquer tipo de tarifa ou ameaça imperialista contra o Brasil;

• A prisão de Bolsonaro e dos golpistas que atentaram contra a democracia e a soberania popular.

Também exigimos do governo Lula uma resposta firme e independente. Chega de conciliação com setores golpistas e entreguistas! É inadmissível manter um modelo econômico que drena recursos para o sistema financeiro via dívida pública, enquanto o povo segue sem direitos básicos. É inaceitável distribuir ministérios à direita e confiar ao Judiciário o enfrentamento à extrema direita.

O momento exige ruptura com a política de submissão e compromisso real com os trabalhadores. A nossa força está na mobilização, na organização e na luta!

#Lula rompa com o centrão e a plotica de submissão ao imperialismo!

Sindicato dos Bancários do RN na luta contra o capital, por um Brasil soberano e livre da extrema direita!