Diante da crescente sobrecarga de trabalho, da redução do quadro de funcionários e dos ataques às conquistas históricas da categoria, o SEEB/RN defende uma pauta de reivindicações voltada à valorização dos trabalhadores e ao fortalecimento da Caixa como banco público.
Entre as principais bandeiras da campanha salarial está a manutenção da Caixa 100% pública, essencial para garantir o atendimento à população e cumprir o papel social da instituição. O SEEB/RN também reivindica a reposição das perdas salariais acumuladas, de 53,58%, assegurando a recuperação do poder de compra da categoria.
Lutar pelo Saúde Caixa
A defesa do Saúde Caixa é outro ponto prioritário da pauta.
"Exigimos o fim do teto de 6,5% das contribuições do banco, a extinção da
13ª contribuição e o retorno do modelo de custeio 70/30, no qual a empresa é
responsável por 70% dos custos do plano e os bancários por 30%.", afirma
Chiquito Neto, diretor do SEEB/RN.
Ele lembra que a Resolução CGPAR 52, publicada em abril de 2024, revogou as normas que limitavam a participação das empresas estatais no financiamento dos planos de saúde de seus empregados. "A Petrobrás e suas federações retomaram o modelo anterior de custeio. Nós defendemos que a Caixa faça o mesmo, garantindo a sustentabilidade do plano sem transferir mais custos aos trabalhadores.", propõe.
Mais contratações e melhores condições de trabalho
O sindicato também cobra a readequação do quadro de pessoal
para acabar com a sobrecarga provocada pelo atendimento simultâneo dos canais
presencial e virtual (Genesys). A situação tem prejudicado trabalhadores e
clientes e ainda expõe as unidades a penalizações pelo descumprimento dos
prazos estabelecidos pelo banco.
Além disso, é preciso garantir a imediata contratação dos concursados, a fim de recompor o quadro de empregados e melhorar o atendimento à população. Outra exigência é o reforço da segurança nas unidades, com a garantia de portas giratórias em todas as agências, incluindo as unidades Singular.
Valorização das funções comissionadas
O SEEB/RN ainda destaca que é preciso efetivar os Caixa
Minuto, Penhor Minuto e Tesoureiro por Prazo, com o fim dessas modalidades
temporárias de comissão. "Também defendemos a criação de uma função
específica para os trabalhadores responsáveis pelo atendimento dos programas
sociais, devido à importância e à complexidade dessa atividade.", aponta Chiquito.
A mobilização da categoria, inclusive fazendo greve, será decisiva para pressionar o banco e o governo a negociarem avanços e atenderem às reivindicações dos trabalhadores.
