A Campanha Salarial dos Bancários 2026 já está em curso e as propostas de reajuste apresentadas pelas entidades representativas revelam as diferenças entre os projetos defendidos para a categoria.
De um lado, a Contraf-CUT apresentou uma pauta com reivindicação de reajuste salarial de apenas 5%. Já a Federação Nacional dos Bancários (FNB), formada pelos sindicatos dos Bancários do RN, Maranhão e Bauru, protocolou uma proposta de reajuste de 53,58% para a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT).
A proposta da FNB busca recompor perdas históricas e assegurar valorização real dos trabalhadores diante do desempenho do sistema financeiro nacional, que registrou lucro de R$ 255 bilhões em 2025.
A reivindicação da Federação é composta por três itens: 4,11% de reposição integral da inflação medida pelo INPC; 34,47% referentes às perdas salariais acumuladas desde julho de 1994; e 15% de aumento real, calculado com base no crescimento dos ativos dos cinco maiores bancos do país.
Para a FNB, a reivindicação de apenas 5% não responde às necessidades da categoria, uma vez que não contempla a recuperação das perdas acumuladas ao longo das últimas décadas nem reflete os lucros recordes obtidos pelos bancos.
“A campanha salarial deve ser um momento de mobilização para ampliar a valorização dos bancários e recuperar o poder de compra dos salários. Nós, do SEEB/RN e da FNB, defendemos que é preciso ir pra cima dos bancos, inclusive com greve, para garantir valorização real, melhores condições de trabalho e manutenção dos empregos.”, destaca Alexandre Candido, coordenador do SEEB/RN.
