O Sindicato dos Bancários do RN (SEEB/RN), ao lado das entidades representativas de Bauru (SP) e Maranhão, entregou no dia 6 de julho, em São Paulo, a pauta alternativa da Campanha Salarial 2026 à Fenaban. Além disso, também foi entregue uma pauta alternativa à diretoria de gestão de pessoas do Banco do Brasil, em Brasília. As propostas foram apresentadas por representantes da Federação Nacional dos Bancários (FNB), que foram recebidos por Adauto Duarte, diretor de Relações Institucionais, Trabalhistas e Sindicais da Febraban.
Entre as principais reivindicações da pauta estão reajuste salarial de 53,58%, criação do 14º salário, valorização dos pisos da categoria, fortalecimento dos auxílios, ampliação dos investimentos em saúde e melhores condições de trabalho para os bancários. Além disso, a proposta prioriza a defesa dos empregos, a recuperação das perdas salariais acumuladas, a isonomia de direitos, o combate às metas abusivas, ao assédio moral e ao crescente adoecimento da categoria.
A pauta foi construída durante o Encontro Nacional da Oposição Bancária, realizado nos dias 4 e 5 de julho, em Brasília, iniciativa impulsionada pelos sindicatos dos bancários do RN, Maranhão e Bauru. O encontro também aprovou a construção da Federação Nacional dos Bancários (FNB), para organizar nacionalmente o movimento de oposição sindical no setor.
“Essa nossa proposta é uma alternativa à pauta rebaixada apresentada pela Contraf-CUT e que não atende as necessidades da categoria, principalmente diante do aumento da exploração dos bancos e da pressão por resultados.”, destaca Marcos Tinoco, diretor do SEEB/RN.
A pauta da Contraf-CUT é uma vergonha
No 24 de
junho, a Contraf-CUT apresentou uma proposta vergonhosa à Fenaban. Na pauta
rebaixada, a confederação indicou um reajuste salarial de apenas 5%, reposição
da inflação medida pelo INPC e aplicação do mesmo índice às demais verbas, como
Participação nos Lucros e Resultados (PLR), vale-alimentação (VA) e
vale-refeição (VR).
Para o Sindicato dos Bancários do RN, a proposta é uma ofensa aos trabalhadores, sobretudo diante da realidade da categoria e dos resultados obtidos pelo sistema financeiro. Em 2025, os bancos registraram lucro recorde de R$ 255 bilhões. “Um reajuste de apenas 5%, como quer a Contraf-CUT, é um rebaixamento vergonhoso das reivindicações antes mesmo do início das negociações.”, critica Tinoco.
O SEEB/RN não defende a minuta apresentada pela Contraf-CUT, e sim a pauta construída pela Federação Nacional dos Bancários. “Vamos mobilizar a categoria durante toda a Campanha Salarial e defender a construção de uma greve, para garantir avanços nas negociações diante da postura dos banqueiros e do governo.”, defende.